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7/15/2009 A Proposta (The Proposal)Pelo trailer já se percebia que seria um filme ruim. Comédia romântica com Sandra Bullock de mulher “mal amada” e o Ryan Reynolds de contraponto numa trama improvável de “case comigo de mentirinha para nos apaixonarmos no caminho”? Não tem como dar certo, né! Por incrível que pareça, eu gosto dos dois atores – especialmente a Sandra Bullock, dela eu encaro praticamente qualquer porcaria. Mas o que me fez sair de casa e pagar para ver algo que eu *sabia* que não ia gostar foi o fato de Margaret Tate, a personagem de Sandra Bullock, ter a minha profissão. Ela é uma editora-chefe (tradução da legenda, mas por aqui ela poderia ser chamada de “gerente” ou “diretora” editorial) poderosa que tem o visto cancelado e corre o risco de ter que voltar para o Canadá. Para isso, ela inventa de se casar com o seu assistente, o Ryan Reynolds. A história, estapafúrdia, não vai muito além disso. Eles passam o fim de semana juntos no Alasca, onde a família dele mora, e você supõe que será ali que a magia vai acontecer e os pombinhos se apaixonarão. Bom, foi isso que teoricamente os roteiristas tentaram a todo custo fazer acontecer, mas deu tudo errado. A trama não avança nem a pau. Esse é o grande problema do filme: a síndrome do piloto automático. Jogaram todos os clichês de comédia romântica num saco, sacudiram e acharam que tinham uma história para contar. Não adianta pegar uma vovozinha engraçada, uma ex-namorada loirinha bonitinha, a Sandra Bullock fazendo aquele seu papel de “durona” (leia resenha maravilhosa de Inácio Araujo na Folha – somente para assinantes e UOL), um elemento cômico freak que atende por Ramone (gente, na boa, foi o pior miscast que eu já vi na vida!), uma microscópica reviravolta no final e supor que isso vai se transformar numa história a ser contada. Por mais que os dois atores tenham uma certa química nos momentos “cômico-constrangedores” obrigatórios em filmes assim, da metade do filme em diante não se ouvia mais qualquer risada no cinema. Faltou roteiro com o mínimo de rumo, faltou desenvolver os personagens principais, faltou aparecer ali o propósito básico para a existência de uma comédia romântica: razão para que o casal protagonista se apaixone. Passam-se duas horas e você não entende por que diabos Ryan Reynolds e Sandra Bullock terão um final feliz. A única coisa legal foi ver o escritório da editora. Maneiro constatar que não é só a minha sala que vive entupida de papéis e provas :P Powered by Qumana 3/12/2009 Eu Sou A Lenda (I Am Legend)(ou: até onde Hollywood consegue ir com sua cara de pau) Ok, vamos lá. Sentei para ver esta pérola porque minha mãe viu no cinema, não entendeu uma certa cena, escreveu num papel a dúvida e pendurou na minha cortiça. Já nem tenho mais a cortiça, mas o bilhetinho ficou. Bem, eu ia assistir anyway. Sou fã do Will Smith enquanto "ator de ficção científica". Os dramas eu dispenso, mas quando ele precisa lutar com aliens, monstros, robôs ou zumbis, count me in!! A-do-ro!! E vou te falar... o filme só me manteve acordada por causa dele. O roteiro e a direção são lamentáveis - ô historinha ridiculamente contada! Sabe os ingredientes perfeitos para um blockbuster à la Spielberg? Estavam todos lá. Criança, família que se separa, homem sozinho tendo que salvar o mundo, animal de estimação como sidekick e monstros, muuuuuitos monstros!!! Tudo causado por seres humanos e fazendo o nosso herói perder a fé em Deus. E blá, e blá, e blá. Há filmes às pencas assim, certo? E não necessariamente são ruins, certo? O problema é que ficou tudo jogado. Nem sei se esse filme foi dirigido, no sentido literal da palavra - de ter uma pessoa por trás botando ordem na coisa. A impressão foi ter visto um amontoado de cenas impactantes mas que, juntas, nem de longe formam algo interessante. O negócio funcionou mais ou menos assim:
Quase nada é explicado nesse roteiro. Você tem ação, momentos incrivelmente tensos (a cena dele com o cachorro machucado é longa, close total no rosto do Will Smith, sem cortes, e é ALGO! Fooooda! Melhor coisa do filme inteiro!), zumbis feiosos e ponto final. Não se discute nada no filme. Você não é convidado nem a fingir que está refletindo sobre alguma mensagem, como nos outros enlatados que a gente conhece. Aqui você assiste uma bobeira absurda por quase duas horas e aceita. Ponto. A história louca, vaga, com poucos detalhes, é aquela e acabou. Coma sua pipoca no cinema e shhhh! Como a mulézinha diz no final, "esta é a lenda". Eu a-pos-to que eles inventaram esse nome (e esse final!) ao verem a forma desleixada como foi filmado um roteiro tão frouxo. Você quase é enganado com esse truque. QUASE. Eles botaram um verniz de "mito" na história para justificar a falta de apuro nas situações, nos detalhes, etc., mas não se engane: o filme é ruim de doer SIM, e esse diretor é picareta SIM. Powered by Qumana 5/8/2008 Contagem Regressiva (Blown Away)*ou: o meu dom de escolher filmes freaks na TV a cabo* Esse foi na cega: abri a revista, vi a lista dos filmes passando às 22hs, nenhum pré-selecionado, então fui fuçar as sinopses. Ora, um filme que tem Jeff Bridges e Forest Whitaker sempre ganha pontos comigo. Os dois juntos, mais Tommy Lee Jones?? Sobre um especialista do Esquadrão Antibombas (ou seja: explosões à vista)?? DEMORÔ, é esse!! Tô à toa mesmo, gripada que nem sei-lá-o-quê, tendo que ficar acordada pra ver o Bill Maher meia-noite e meia na HBO Plus... o máximo que poderia acontecer é cochilar no sofá e o cachorro me acordar com uma lambida a tempo de pegar as New Rules! (meu cão tem o humor refinado, kkk :P) E não é que, para a minha total surpresa, a trilha sonora desse filme é cheia de U2??? With Or Without You! Where The Streets Have No Name! I Still Haven't Found What I'm Looking For! (e, sim, foi o que me despertou no meio do filme) Fascinantemente digno, porém.... CLICHÊ. O filme é sobre um maluco terrorista do IRA (Tommy Lee) que persegue o Jeff Bridges (o especialista em bombas) em Boston. Todos irlandeses. Irlanda... U2... sotaque esquisitão e boina do Tommy Lee... *boceeejo* Nem sei em que parte adormeci, mas acordei justamente com Tommy Lee, o vilão, tramando suas maldades ao som de... WITH OR WITHOUT YOU!!!! E é só por isso que estou aqui digitando sobre o filme. O negócio foi tão nonsense que precisa ser registrado! Quem diabos constrói bombas ouvindo o Joshua Tree?? Meu! A história do filme é ridícula, daquelas que abusam dos chavões (vilão vê mocinho na TV e resolve persegui-lo... Jeff Bridges JUSTAMENTE SE APOSENTANDO NA VÉSPERA... o velho sábio conselheiro que morre de forma, hum, "contundente"...). Tanto que dá facilmente para descrevê-lo aqui mesmo tendo caído no sono 3 vezes ao longo de duas loooongas horas. Destaque mesmo só para o U2, a pontícula do Cuba Gooding Jr., a cena onde toca aquela fofíssima "Here's Where The Story Ends" (The Sundays) e - claro! - as roupas semi-hippies largadonas que ficam tão bem naquele jeito Jeff Bridges-Big Lebowski de ser. Adoro-o! Muito! 12/19/2007 Mais Estranho Que A Ficção (Stranger Than Fiction)A-DO-REI! Adorei, adorei, adorei! Da série "queria ter inventado essa história"! A premissa é MUITO BOA: homem começa a ouvir voz, como se alguém estivesse narrando sua vida. Enlouqueceu? Surtou? Ou ele é um personagem? O que se segue é impagável. Will Ferrell está perfeito, o papel parece que foi escrito pra ele. Destaque para a cena em que ele vai à editora e cochicha para a recepcionista: "Eu sou o personagem principal da história", com aquela cara de Will Ferrell hi-lá-ria. E Emma Thompson idem! O que é ela fazendo a "pesquisa de campo" para seu livro?? Hahaha! O meio do filme, então, é ÓTIMO! Quando ele já sabe quem é a autora, que ela tem mania de matar seus personagens, quando o Dustin Hoffman já deu aquele show... Eu dava pulos na minha cama!!! Toda aquela questão filosófica de destino x livre arbítrio é abordada de forma inteligentíssima. Até que...... Pois é, tem sempre um porém... aiai. O final é totalmente esdrúxulo! A impressão que passa é que os últimos 20, 10 minutos foram escritos por outra pessoa, na correria – e sob encomenda do estúdio, porque não casou de jeito nenhum com o resto do enredo!!! Pra que diabos apelar para um final hollywoodiano TÍPICO, daqueles que dão coceira?? Foi alguma piada que eu não captei?? Tsc! Nada a veeeeeeer com a história, foi frustrante! Aliás, outras coisas que eu não entendi muito bem:
Mas nada disso tirou o brilho do início e do meio do filme. A história toda dentro de uma história, com maluquices à la Kaufman, é MUITO boa. A questão do 'it is your destiny Luke' QUASE rendeu. Digo quase porque o final brecou qualquer chance de discussão-de-mesa-de-bar-pós-filme-instigante. Mas mesmo com o "The End" arruinado, vale a pena! 7/6/2007 Firewall – Segurança em Risco (Firewall)
Aiaiai, aiaiai... temos vários problemas neste filme, mas antes devo ressaltar o que foi "legal":
E, agora, o que não teve a intenção de ser legal mas me divertiu pacas:
E isso foi o que me manteve acordada... por incrível que pareça, quando o filme descambou para a ação pura quase peguei no sono! O filme todo é muuuuuito hesitante, parece feito nas coxas. Pra começar, "Firewall", o título, não tem nada a ver com a história – que não passa de um 'harrison-ford-encrencado-fazendo-de-tudo-pela-sua-família". É no mínimo ofensivo dar esse nome a um filme que trata da segurança de um banco. E já que engrenei falando nerdices, vamos parar por favoooor com essa mania de, em filmes "tecnológicos", ainda insistir que tudo de mais crítico é sempre feito através de um prompt com letras verdes de 25 anos atrás?? Fala sério, meu povo!!!! O cara precisa de cartão para acessar seu terminal, põe o dedo num sensor toda vez que quer abrir uma porta e na hora de mexer no sistema a tela é um sub-DOS???? Me poupe.... E o que foi o Harrison Ford, mero chefão de segurança de TI de um banco (ou seja, um geek de gravata), matando friamente os vilões usando coisas como COPO DE LIQÜIDIFICADOR??? Não dá né!?! Outro problema: não sei se a culpa é de ter visto Wimbledon, mas o fato é que Paul Bettany matando cruelmente as pessoas não me convence! C'mon, frágil do jeito que ele é? Faz-me rir! Sem contar o acting do elenco coadjuvante que, tirando aquela mocinha do 24, era de se lamentar... Ahh, mas a cereja do meu bolo nerd foi ver o Harrison Ford usando a BUSCA DO WINDOWS XP e com ela achar em segundos arquivos criptografados!!!!! QUAAAAQUAQUAQUAQUAQUAQUAAAAAA!!!!! Deve ter sido a 2ª cena TI-related mais engraçada que eu já vi na vida (só não barrou o disquetão de S1m0ne)!!!!! Aliás, vou preparar uma listinha sobre o assunto, boa idéia... Pois bem, concluindo: Firewall, enquanto filme de ação, é uma PÉSSIMA comédia! 6/4/2007 Donnie DarkoEste é um daqueles filmes que se assiste over and over again... putaquilpariu! E olha que o-d-e-i-o histórias que vão e voltam no tempo, porque NUNCA fazem sentido. Sim, sou daquelas que resmunga do início ao fim vendo Back to the Future, cortando o barato de todo mundo ao meu redor. Mas no Donnie Darko isso funciona – justamente porque se aceita o fato de algo necessariamente desconexo ligar o "presente", o "futuro" e o "passado", permitindo então uma viagem (falha no espaço-tempo contínuo?) assim. É genial. A cada vez que assisto algo diferente me pega de jeito. Da primeira vez, foi pra ver (ouvir?) a tão falada trilha sonora. Fiquei embasbacada – e não só pela trilha. A história é FODA. Cult total. O que mais amei foi o coelho, claro (e não é que o ator também fez o meu amado ID4?? Freak! :O) Da segunda vez, além de babar com a trilha, fiquei pensando na maluquice desse diretor/roteirista, ao botar não só um coelho nada-a-ver, com toda aquela história FODA, como também o Patrick Swayze! Meu, o PATRICK SWAYZE! Caraca! O Patrick Swayze é aaaalgoooo nesse filme! Da terceira vez, com o VHS em mãos (comprei num saldão de locadora), além da trilha, do coelho e do Patrick Swayze, e da história FOOOODA, claro, parei na possibilidade (frustrante!) do coelho ser alucinação de um esquizofrênico paranóico – o que pra mim, anteriormente, nunca sequer foi cogitado. Veja bem, pra mim Donnie Darko é sci-fi dos bons. E, portanto, o time-travel é só um gancho, o fato de ter acontecido ou não é irrelevante. É tudo um pretexto pra se contar uma história FODA. Considerei a hipótese por dois segundos e depois: "Naaahhh... o enredo é engenhoso demais pra ser reduzido a isso". Agora, na quarta vez, vendo o DVD e babando com trilha, coelho, Swayze e teorias sobre alucinação-ou-não, parei tudo nos professores (Drew Barrymore e Noah Wyle). O diálogo dele com o Noah Wyle, especialmente, me deixou arrepiada. A questão filosófica-existencial-metafísica-religiosa que é levantada ali é uma discussão sem fim... o nosso "suposto" livre-arbítrio... na verdade é uma ilusão... o fluido que sai das pessoas... é o nosso comportamento predeterminado... nosso "destino"... ixe! Poderia ficar aqui a noite inteira teorizando, pois eu tendo a crer nisso, que nossas escolhas não são bem "nossas" escolhas – e que basta um portal para teoricamente viajarmos no tempo e no espaço (donde se conclui que nada do que a gente faz pode ser tão randômico assim)... enfim! Há mistérios no mundo e na nossa 'psique' que são inexplicáveis, mas que o filme aborda de um jeito absolutamente intrigante. E FODA. Por conta disso, a cena final é descaralhante também. Todos acordando, meio sem saber direito o que houve, mas ao mesmo tempo tendo aquela sensação estraaaanha de déjà vu. Ca-ra-lho. Muito, muito, muito foda. Humm, quero ver de novo. 5/12/2007 Homem-Aranha 3 (Spider Man 3)Aiaiaaaai... Pois é, achei fraco. Fraco, fraco fraaaaco! AINDA MAIS DEPOIS DA EXISTÊNCIA DO EPISÓDIO III!!!!! (Star Wars, dã ….. *my nerd mode is ALWAYS on*) PFFFFFFFFFF!!!!! Como é que eu vou crer num super-herói que vira malvadinho assim, do nada, porque uma gosma-preta-arquivo-X-ridícula encravou nele?!? C'MON!!!! E que papinho é esse de "temos sempre uma escolha"??? O DARTH VADER NÃO TEVE UMA ESCOLHA!!!!!!!!!! *tsc* (assista à saga e depois a gente conversa, Peter! :P) São váááários os problemas:
Mas ok, ok, o filme teve seus momentos...
Ahh, e não posso deixar de citar o efeito mais cool do filme!!!!! O conseqüência mais CHOCANTE da tal gosma preta é no penteado do Peter Parker!!! Quando ele fica malvado a temida franja-emo ataca!!!! Quaaaaquaquaquaaaaá! 4/21/2007 O Sol de Cada Manhã (The Weather Man) ou: o fator Nicolas CageMais um filme esquisito pra minha coleção, putzgrila. (Bom, também não sei por que diabos ainda insisto no Nicolas Cage.) O fato é: o Nicolas Cage me intriga. Ele é tão não-ator que chega a ser bom! Sério!!! Aquela eteeeerna cara de pastel / bico sério é capaz de se encaixar bem em 75% dos filmes que eu vi com ele. Assustador. Vejamos:
Pausa: notou que a única coisa que muda nos filmes citados é o cabelo? Ok, continuando:
Nesse ponto você começa a desconfiar: ê-ê, será o Nicolas Cage algum tipo de gênio na hora de escolher os papéis? Humm, talvez, mas às vezes justamente o que mais ilumina um filme com ele (suas ""expressões"" e seu ""acting"") é que pode estragar tudo! Let's see...
Aí, para tentar se livrar dessa "cara", ele topa fazer a mula-sem-cabeça Ghost Rider no cinema. Não assisti (pô, um filme do Nicolas Cage SEM A CARA DO NICOLAS CAGE?? Que sentido tem isso??), então ainda não posso teorizar sobre a capacidade do CGI ter emulado a pastelzice dele. Mas o que eu queria provar com essa digressão toda sobre o ator que mais me perturba (no sentido de que sua presença pode salvar ou destruir um filme na mesma proporção, e eu fico tão curiosa com isso que acabo assistindo) é o seguinte: O Sol de Cada Manhã (The Weather Man) parece ter sido um filme escrito para ele. E só pra ele. Imagino o roteirista com a missão de escrever uma história cuja estrela obrigatoriamente tem que ser o Nicolas Cage. O que acontece, invariavelmente?
Agora, vamos ao fator 'esquisito' de que falei lá no início. São várias as coisas intrigantes nesse filme (e não estou incluindo aqui o seu título em português):
Matei a charada: The Weather Man é igual seu personagem – segue uma história (a dele próprio), sem saber muito bem aonde vai chegar, e muito menos se vai dar certo. Mas não é que funcionou e me deixou intrigada até agora?? Weeeeird...! 4/14/2007 Dois Dias (Two Days)Que filme estraaaanho... Ok, minto: não é tão "estranho" assim: a narrativa é linear, a história é clara como água (ator pretende se matar e resolve filmar os últimos dois dias de vida), não tem nada complicadinho no filme. "Estranho" é o que eu sinto sobre o filme agora. É que eu encrenquei com o final. Sei lá. Não sei como classificar esse filme, pois até os últimos 30 segundos eu estava gostando! Aí de repente, a última frase vem e PUF!, quebra todo o (meu) clima. Começa legal, com um tom meio freak e esquisitão, com alguns momentos esquizofrênicos de alteração de humor (drama vira comédia que vira drama de novo que vira algo tenso, que vira suspense, que vira agoniiiiiiia no momento-clímax - uma das cenas mais SINISTRAS que eu já vi). O filme te prende porque fica todo mundo quicando pra saber se o cara realmente vai fazer o que alardeou - inclusive a equipe que o acompanha. Uns querem impedi-lo a todo custo, outros pulam fora... Enfim, o problema é que no final rola uma certa frustração, parece que faltou coragem ali para fechar a história de forma convincente. O final é praticamente jogado no teu colo. É como se o diretor tivesse esticado o roteiro até onde pôde, antes de ficar sem idéia. E não estou fazendo spoiler não! Independentemente do fim do personagem (se ele se mata ou não; se ele desiste da idéia ou não), a história tem que te passar credulidade. Você tem que acreditar na situação, tem que se convencer de que aquilo tudo se justifica e faz sentido no final das contas. E não foi o caso aqui. Pode ser que diretor e roteirista quisessem mesmo deixar algo "no ar" e por isso acabaram o fime assim - só que não deu certo; ficou chocho. Isso porque o início e o meio foram muito bons. Aí vem o final 'mais-ou-menos' e joga tudo pro alto? Desapontou! Podia ter sido MUITO melhor... 12/29/2006 Por um Triz (Out Of Time)Caraaaaaaaaca, adorei! Mesmo que, aos 40 minutos de filme, eu já tenha adivinhado tudo - aliás, o filme nem é sobre 'adivinhar'; é sobre ver como o Denzel Washington vai se safar de um tremeeeendo rabo preso! A-do-rei! Mesmo que a mensagem no final do filme tenha sido "não seja infiel, pois ficará preso numa teia de mentiras" - quem se importa quando você simplesmente quica do início ao fim? Mesmo que seja conversa da carochinha a parada do celular do Denzel (todo mundo da delegacia ligando pra ele, mas ninguém sabe o número de cor? Me poupem!), ou que as coisas beirem perigosamente o improvável (as cenas no hotel), ou que a atriz que faz a amante dele seja péssima, ou que certas cenas "prestem atenção neste detalhe que será fundamental no fim da trama" sejam meeegabásicas... Não interessa: A HISTÓRIA CONTADA É BOA. A premissa é boa, o suspense é bom, o roteiro é amarradinho. E quando a história é boa - e ainda por cima traz o Denzel Washington!! - fica difícil um filme sair ruim. Adorei! 11/11/2006 Os Infiltrados (The Departed)SENSACIONAL. SENSACIONAL. SENSACIONAL.
Não consigo falar outra coisa desde que saí do cinema: S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L.
Este filme já voou pro meu Top 3 dos melhores filmes do meu diretor favorito – FATO.
Ao mesmo tempo em que ele volta a um ambiente “familiar” (crimes, gangues e muito, muito sangue), Os Infiltrados é absolutamente diferente de filmes como Os Bons Companheiros ou Cassino.
Estamos diante de um filme com um roteiro primoroso; com atores que, pelo nome e background, te deixariam arrepiado de medo de um fiasco (Matt Damon, Leonardo di Caprio, Alec Baldwin, Mark Wahlberg) mas que na mão de um diretor como Scorsese se transformaram da água para o vinho.
Quanto ao filme em si, é muito difícil falar alguma coisa mais “aprofundada” sem entregar o ouro. E, c’mon, filme assim, de gato-e-rato, é bom de ver só sabendo o básico! Portanto vou me limitar a concordar com o crítico de cinema da Folha, que apontou o telefone celular como elemento fundamental da trama.
A importância que esse aparelhinho (agora banal) tem causa uma tensão permanente, tanto nos personagens principais quanto em nós, espectadores. E é maravilhoso, maravilhoso, o jeito como Scorsese põe isso na tela. A luz, os closes, a forma como a história toda é narrada. E o celular ali, sempre prestes a tocar. É coisa de gênio, de quem parece que faz isso com o pé nas costas e de olhos vendados. FODA!
Você passa o filme inteiro (duas horas e meia!) grudado na cadeira, *não dá* para piscar. Não só porque contém desconfianças que crescem ao longo da história (da polícia dentro da polícia, dos bandidos com eles mesmos), mas porque você fica o tempo inteiro com a sensação de que tudo pode mudar a qualquer momento.
E vou te falar... as reviravoltas do roteiro me pegaram!!!! Meu queixo caiu, no mínimo, umas três vezes!!!!
É emocionante “ver” Scorsese em ação e deliciosamente à vontade. Filme do ano! 9/20/2006 Colateral (Collateral)Esse é um filme que engana. "Tricky", digamos.
Você vai assistindo, ficando intrigado com a beleza das cenas (as luzes da cidade, os prédios todos iluminados etc etc.), quicando com a premissa - o matador que resolve pegar um táxi para "trabalhar" -, querendo saber o porquê do título, e vendo até onde aquilo vai chegar. Aí você segue até o final sem dormir, engole as situações inverossímeis ao longo das duas horas, para ver uma das coisas mais ridículas e clichês do universo: O MOCINHO TENDO QUE SALVAR A MOCINHA NO FINAL!
Ah, pelamordedeus né!!!!! Me poupem!!!!!!!
Só valeu por duas coisas: a cena teeeensa com o policial Mark Ruffalo na saída da boate, e a própria seqüência *dentro* da boate, uma agonia só mas com uma música deliciooooosa tocando sem parar ("Ready Steady Go", Oakenfold)!! 9/7/2006 Be Cool - O Outro Nome do Jogo (Be Cool)(Claro que só vi esse filme porque tinha o The Rock. Claro que só sentei aqui em frente ao micro para falar dele. E *claro* que ele roubou o show!) Este filme é uma porcaria. Não vi o Get Shorty, mas esse Be Cool é o lixo do lixo - especialmente no que diz respeito ao roteiro (ou a falta de um né, fala sério). A história não tem pé nem cabeça; Aerosmith fazendo dueto com uma novatinha r&b em "Cryin'" só nos meus maiores pesadelos, né - please!; Vince Vaughn me irritou tremendamente com aquele jeito de falar (ficou péssimo nele! Nada a ver!); John Travolta parecia estar no piloto automático; e ele e Uma Thurman devem ter protagonizado a cena de dança mais chata *ever* da história do cinema. O problema de Be Cool é o amontoado de situações "engraçadinhas" que, reunidas, não conseguem formar nem de longe uma noção de longa-metragem. São várias as gracinhas: a primeira cena do Cedric the Entertainer e sua gangue; o diálogo inicial esculhambando seqüências de filmes; e basicamente todas as cenas do The Rock, claro ;) Aaaahhh, e o The Rock!!!!!!!! O que falar do The Rock, meudeus!?!? O The Rock se esforçando para parecer um desajeitado na hora de socar os inimigos é de passar maaaal de rir! Sem contar que ele interpretou um afeminado da forma mais genial que eu já vi!!!! E A DANCINHA FINAL DELE NO PALCO DO VMA's????? O QUE FOI AQUILOOOOO? *UHH* Foooooooooooooooooooooodaaaaaaa! Foooda foooooda foooodaaaaaaa!!!!! Fiquei ainda mais fã desse hômi, aiai! (como se isso fosse possível... *The Rock! The Rock! The Rock!* :P) Mas tirando o The Rock (gênio, gênio!!), o Cedric (com aquela cara séria hilááária que ele faz) e as piadinhas (raras), só sobra um amontoado de baboseiras que, no final, parece servir apenas como "explicação" para o discurso de artistas que citam aqueles nomes todos de produtores musicais e terminam com o básico "que acreditou em mim desde o início". Ou seja, ridículo. Quem se importa?? Digo e repito: Nesse filme só deu The Rock! Uhúúúú! Ele é fooooooooda! 8/9/2006 Cão de Briga (Danny the Dog)Fato: o Jet Li atingiu seu ápice como ator neste filme, no melhor papel de sua carreira: ELE INTERPRETA UM CÃO. Sem sarcasmo, o filme é MUITO legal e eu *adoro* o Jet Li! A premissa é interessantíssima: a possibilidade de criar um ser humano como se fosse um cachorro, com coleira e tudo. E, claro, como se trata de um filme com Jet Li, o cão é criado para lutar, socar e espancar!!!! Muuuuito maneiroooo! O sensacional está na atuação do Jet Li - justamente pela sua limitação "dramática". Aquela "cara-de-Jet-Li-num-momento-de-extremo-esforço-para-mostrar-algum-tipo-de-acting", que a gente tanto vê em seus filmes, aqui funciona perfeitamente: ele é um ser confuso, com aquele olhar de cãozinho pidão!!! Ohh, que graça!! Por isso o filme assusta: na persona de Jet Li, você fica 100% crédulo de que aquilo é possível, alguém pode de fato ser criado como um bicho e reagir assim a vida toda! É somente graças a ele que o filme vale a pena, pois Bob Hoskins nem aqui nem na China me convence como o malvadão-mafioso que criou Danny como um animal para bater em quem lhe deve dinheiro. Não dá gente! Ele está a cara do Phil Collins nesse filme!!!! Como assim o gênio do pop é um sádico freak?? (e outra coisa: quantos acidentes de carro bizarros esse cara é capaz de sobreviver? Affe!) Pois é, com um bandidão gêmeo do baterista do Genesis fica meio difícil de acreditar na história mirabolante por trás do cão-Li. E o roteiro é deficiente em vááários pontos. Quando nosso querido au-au sai de cena, tudo se torna muito monótono. Quando a enteada do Morgan Freeman se interessa pelo Jet Li chega a ser forçado. E falando no mestre Freeman... que cego mais "não-cego", hein?? Não gostei não! Senti também falta de mais lutas (pô!! Jet Li, Jet Li!!), perdeu-se tempo demais com enrolações desnecessárias. No fim das contas, Cão de Briga não sabe se quer ser filme de ação, suspense ou drama. Porém, o saldo é positivo: como disse, a melhor atuação da vida do Jet Li foi alcançada aqui. E isso vale o filme inteiro. Outro destaque interessante é a descoberta, lá pro final do filme, da razão pela qual Danny sente uma forte atração pelo som do piano (Morgan Freeman é o pianista que o acolhe e o ajuda em sua "transição" de cão para ser humano). Ah, e as (poucas) cenas de luta são demaaaais! Eu já vi muita porcaria estrelada pelo Jet Li, me impressionei um bocado com ele em Herói, mas nada barra esse Cão de Briga. Não me canso de repetir: ele nasceu para o papel. 7/23/2006 Temida Triagem – DVDsPois bem! Sofri fazendo uma seleção de CDs para trazer pra minha casa (já que era impossível trazer tudo de uma vez só). Já com os meus filmes a coisa foi mais tranqüila – afinal tenho 3 vezes menos DVDs que CDs, e música na minha vida ocupa um espaço muito maior que cinema.
Mas mesmo assim fiquei com várias dúvidas e estabeleci certos critérios, claro:
Sendo assim, os escolhidos foram:
Falando em Ghost, acabei de me tocar que minhas comédias românticas ficaram todas no Rio!!!! Não trouxe umazinha só, que coisa! (e não estou sentindo a menor falta...) |
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