Marina's profileAbduções CorriqueirasBlogLists Tools Help

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    7/15/2009

    A Proposta (The Proposal)

    Pelo trailer já se percebia que seria um filme ruim. Comédia romântica com Sandra Bullock de mulher “mal amada” e o Ryan Reynolds de contraponto numa trama improvável de “case comigo de mentirinha para nos apaixonarmos no caminho”? Não tem como dar certo, né!

    Por incrível que pareça, eu gosto dos dois atores – especialmente a Sandra Bullock, dela eu encaro praticamente qualquer porcaria. Mas o que me fez sair de casa e pagar para ver algo que eu *sabia* que não ia gostar foi o fato de Margaret Tate, a personagem de Sandra Bullock, ter a minha profissão. Ela é uma editora-chefe (tradução da legenda, mas por aqui ela poderia ser chamada de “gerente” ou  “diretora” editorial) poderosa que tem o visto cancelado e corre o risco de ter que voltar para o Canadá. Para isso, ela inventa de se casar com o seu assistente, o Ryan Reynolds.

    A história, estapafúrdia, não vai muito além disso. Eles passam o fim de semana juntos no Alasca, onde a família dele mora, e você supõe que será ali que a magia vai acontecer e os pombinhos se apaixonarão.

    Bom, foi isso que teoricamente os roteiristas tentaram a todo custo fazer acontecer, mas deu tudo errado. A trama não avança nem a pau.

    Esse é o grande problema do filme: a síndrome do piloto automático. Jogaram todos os clichês de comédia romântica num saco, sacudiram e acharam que tinham uma história para contar.

    Não adianta pegar uma vovozinha engraçada, uma ex-namorada loirinha bonitinha, a Sandra Bullock fazendo aquele seu papel de “durona” (leia resenha maravilhosa de Inácio Araujo na Folha – somente para assinantes e UOL), um elemento cômico freak que atende por Ramone (gente, na boa, foi o pior miscast que eu já vi na vida!), uma microscópica reviravolta no final e supor que isso vai se transformar numa história a ser contada.

    Por mais que os dois atores tenham uma certa química nos momentos “cômico-constrangedores” obrigatórios em filmes assim, da metade do filme em diante não se ouvia mais qualquer risada no cinema.

    Faltou roteiro com o mínimo de rumo, faltou desenvolver os personagens principais, faltou aparecer ali o propósito básico para a existência de uma comédia romântica: razão para que o casal protagonista se apaixone.

    Passam-se duas horas e você não entende por que diabos Ryan Reynolds e Sandra Bullock terão um final feliz.

    A única coisa legal foi ver o escritório da editora. Maneiro constatar que não é só a minha sala que vive entupida de papéis e provas :P

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    3/12/2009

    Eu Sou A Lenda (I Am Legend)

    (ou: até onde Hollywood consegue ir com sua cara de pau)

    Ok, vamos lá. Sentei para ver esta pérola porque minha mãe viu no cinema, não entendeu uma certa cena, escreveu num papel a dúvida e pendurou na minha cortiça. Já nem tenho mais a cortiça, mas o bilhetinho ficou.

    Bem, eu ia assistir anyway. Sou fã do Will Smith enquanto "ator de ficção científica". Os dramas eu dispenso, mas quando ele precisa lutar com aliens, monstros, robôs ou zumbis, count me in!! A-do-ro!!

    E vou te falar... o filme só me manteve acordada por causa dele. O roteiro e a direção são lamentáveis - ô historinha ridiculamente contada!

    Sabe os ingredientes perfeitos para um blockbuster à la Spielberg? Estavam todos lá. Criança, família que se separa, homem sozinho tendo que salvar o mundo, animal de estimação como sidekick e monstros, muuuuuitos monstros!!! Tudo causado por seres humanos e fazendo o nosso herói perder a fé em Deus. E blá, e blá, e blá. Há filmes às pencas assim, certo? E não necessariamente são ruins, certo?

    O problema é que ficou tudo jogado. Nem sei se esse filme foi dirigido, no sentido literal da palavra - de ter uma pessoa por trás botando ordem na coisa. A impressão foi ter visto um amontoado de cenas impactantes mas que, juntas, nem de longe formam algo interessante. O negócio funcionou mais ou menos assim:

    • Will Smith é o único sobrevivente de um vírus terrível em NY. Vamos botá-lo caçando bichos em carrões com a cidade deserta e abandonada, mesmo isso não tendo lógica alguma? êeee, vamos!
    • Will Smith tem um cachorro acompanhando-o o tempo inteiro. Vamos fazê-lo parecido com o Tom Hanks e o Wilson? êeee, vamos!
    • Will Smith tinha uma família. Não mais. Vamos fazer com que ele tenha flashbacks sobre a última noite, a noite em que Manhattan foi evacuada, mesmo que isso não passe de 5 minutos e não explique porra nenhuma nem tenha qualquer relevância para a história? êeee, vamos!
    • Will Smith tenta loucamente achar uma cura para o vírus. Vamos ignorar o fato de que ele está há TRÊS ANOS isolado do mundo e vivendo numa cidade abandonada, e fazer com que o personagem tenha um super Macintosh funcionando, além de váaaarios ratinhos de laboratório e equipamentos médicos? êeee, vamos!
    • E por aí vai.

    Quase nada é explicado nesse roteiro. Você tem ação, momentos incrivelmente tensos (a cena dele com o cachorro machucado é longa, close total no rosto do Will Smith, sem cortes, e é ALGO! Fooooda! Melhor coisa do filme inteiro!), zumbis feiosos e ponto final. Não se discute nada no filme. Você não é convidado nem a fingir que está refletindo sobre alguma mensagem, como nos outros enlatados que a gente conhece. Aqui você assiste uma bobeira absurda por quase duas horas e aceita. Ponto. A história louca, vaga, com poucos detalhes, é aquela e acabou. Coma sua pipoca no cinema e shhhh!

    Como a mulézinha diz no final, "esta é a lenda".

    Eu a-pos-to que eles inventaram esse nome (e esse final!) ao verem a forma desleixada como foi filmado um roteiro tão frouxo.

    Você quase é enganado com esse truque. QUASE. Eles botaram um verniz de "mito" na história para justificar a falta de apuro nas situações, nos detalhes, etc., mas não se engane: o filme é ruim de doer SIM, e esse diretor é picareta SIM.

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    5/8/2008

    Contagem Regressiva (Blown Away)

    *ou: o meu dom de escolher filmes freaks na TV a cabo*

    Esse foi na cega: abri a revista, vi a lista dos filmes passando às 22hs, nenhum pré-selecionado, então fui fuçar as sinopses. Ora, um filme que tem Jeff Bridges e Forest Whitaker sempre ganha pontos comigo. Os dois juntos, mais Tommy Lee Jones?? Sobre um especialista do Esquadrão Antibombas (ou seja: explosões à vista)?? DEMORÔ, é esse!! Tô à toa mesmo, gripada que nem sei-lá-o-quê, tendo que ficar acordada pra ver o Bill Maher meia-noite e meia na HBO Plus... o máximo que poderia acontecer é cochilar no sofá e o cachorro me acordar com uma lambida a tempo de pegar as New Rules! (meu cão tem o humor refinado, kkk :P)

    E não é que, para a minha total surpresa, a trilha sonora desse filme é cheia de U2??? With Or Without You! Where The Streets Have No Name! I Still Haven't Found What I'm Looking For! (e, sim, foi o que me despertou no meio do filme) Fascinantemente digno, porém.... CLICHÊ. O filme é sobre um maluco terrorista do IRA (Tommy Lee) que persegue o Jeff Bridges (o especialista em bombas) em Boston. Todos irlandeses. Irlanda... U2... sotaque esquisitão e boina do Tommy Lee... *boceeejo*

    Nem sei em que parte adormeci, mas acordei justamente com Tommy Lee, o vilão, tramando suas maldades ao som de... WITH OR WITHOUT YOU!!!! E é só por isso que estou aqui digitando sobre o filme. O negócio foi tão nonsense que precisa ser registrado!

    Quem diabos constrói bombas ouvindo o Joshua Tree??

    Meu!

    A história do filme é ridícula, daquelas que abusam dos chavões (vilão vê mocinho na TV e resolve persegui-lo... Jeff Bridges JUSTAMENTE SE APOSENTANDO NA VÉSPERA... o velho sábio conselheiro que morre de forma, hum, "contundente"...). Tanto que dá facilmente para descrevê-lo aqui mesmo tendo caído no sono 3 vezes ao longo de duas loooongas horas.

    Destaque mesmo só para o U2, a pontícula do Cuba Gooding Jr., a cena onde toca aquela fofíssima "Here's Where The Story Ends" (The Sundays) e - claro! - as roupas semi-hippies largadonas que ficam tão bem naquele jeito Jeff Bridges-Big Lebowski de ser. Adoro-o! Muito!

    12/19/2007

    Mais Estranho Que A Ficção (Stranger Than Fiction)

    A-DO-REI! Adorei, adorei, adorei! Da série "queria ter inventado essa história"!

    A premissa é MUITO BOA: homem começa a ouvir voz, como se alguém estivesse narrando sua vida. Enlouqueceu? Surtou? Ou ele é um personagem?

    O que se segue é impagável. Will Ferrell está perfeito, o papel parece que foi escrito pra ele. Destaque para a cena em que ele vai à editora e cochicha para a recepcionista: "Eu sou o personagem principal da história", com aquela cara de Will Ferrell hi-lá-ria. E Emma Thompson idem! O que é ela fazendo a "pesquisa de campo" para seu livro?? Hahaha!

    O meio do filme, então, é ÓTIMO! Quando ele já sabe quem é a autora, que ela tem mania de matar seus personagens, quando o Dustin Hoffman já deu aquele show... Eu dava pulos na minha cama!!! Toda aquela questão filosófica de destino x livre arbítrio é abordada de forma inteligentíssima. Até que......

    Pois é, tem sempre um porém... aiai. O final é totalmente esdrúxulo! A impressão que passa é que os últimos 20, 10 minutos foram escritos por outra pessoa, na correria – e sob encomenda do estúdio, porque não casou de jeito nenhum com o resto do enredo!!!

    Pra que diabos apelar para um final hollywoodiano TÍPICO, daqueles que dão coceira?? Foi alguma piada que eu não captei?? Tsc! Nada a veeeeeeer com a história, foi frustrante!

    Aliás, outras coisas que eu não entendi muito bem:

    • O que Queen Latifah fazia perdida no filme?? Que papel mais apagado que deram pra ela, pô...
    • Maggie Gyllenhaal de padeira punk? C'mon!!!!! Não rolou...
    • Foi muito do nada a forma como o Will Ferrell "acha" o Dustin Hoffman. Sei não...
    • Foi impressão minha ou vááárias cenas cruciais ficaram de fora?? Certos momentos 'nada-a-ver' me deixaram na dúvida aqui...

    Mas nada disso tirou o brilho do início e do meio do filme. A história toda dentro de uma história, com maluquices à la Kaufman, é MUITO boa. A questão do 'it is your destiny Luke' QUASE rendeu. Digo quase porque o final brecou qualquer chance de discussão-de-mesa-de-bar-pós-filme-instigante.

    Mas mesmo com o "The End" arruinado, vale a pena!

    7/6/2007

    Firewall – Segurança em Risco (Firewall)

     

    Aiaiai, aiaiai... temos vários problemas neste filme, mas antes devo ressaltar o que foi "legal":

    • Aquele ator "have you seen this boy", vilão clássico do Terminator, era bonzinho!
    • As traminhas maluquetes de engenharia social

    E, agora, o que não teve a intenção de ser legal mas me divertiu pacas:

    • Os servidores DELL como fundo de cena no banco! Hahahahaha
    • O total nonsense da situação – os vilões montando um Big Brother na casa do Harrison Ford, mas depois tendo que fazer a vigilância mesmo no velho e bom olho-a-olho
    • O momento McGyver 'pedaços-do-fax + iPod + durex = scanner manual' hiláááário

    E isso foi o que me manteve acordada... por incrível que pareça, quando o filme descambou para a ação pura quase peguei no sono!

    O filme todo é muuuuuito hesitante, parece feito nas coxas. Pra começar, "Firewall", o título, não tem nada a ver com a história – que não passa de um 'harrison-ford-encrencado-fazendo-de-tudo-pela-sua-família". É no mínimo ofensivo dar esse nome a um filme que trata da segurança de um banco.

    E já que engrenei falando nerdices, vamos parar por favoooor com essa mania de, em filmes "tecnológicos", ainda insistir que tudo de mais crítico é sempre feito através de um prompt com letras verdes de 25 anos atrás?? Fala sério, meu povo!!!! O cara precisa de cartão para acessar seu terminal, põe o dedo num sensor toda vez que quer abrir uma porta e na hora de mexer no sistema a tela é um sub-DOS???? Me poupe....

    E o que foi o Harrison Ford, mero chefão de segurança de TI de um banco (ou seja, um geek de gravata), matando friamente os vilões usando coisas como COPO DE LIQÜIDIFICADOR??? Não dá né!?!

    Outro problema: não sei se a culpa é de ter visto Wimbledon, mas o fato é que Paul Bettany matando cruelmente as pessoas não me convence! C'mon, frágil do jeito que ele é? Faz-me rir!

    Sem contar o acting do elenco coadjuvante que, tirando aquela mocinha do 24, era de se lamentar...

    Ahh, mas a cereja do meu bolo nerd foi ver o Harrison Ford usando a BUSCA DO WINDOWS XP e com ela achar em segundos arquivos criptografados!!!!! QUAAAAQUAQUAQUAQUAQUAQUAAAAAA!!!!! Deve ter sido a 2ª cena TI-related mais engraçada que eu já vi na vida (só não barrou o disquetão de S1m0ne)!!!!! Aliás, vou preparar uma listinha sobre o assunto, boa idéia...

    Pois bem, concluindo: Firewall, enquanto filme de ação, é uma PÉSSIMA comédia!

    6/4/2007

    Donnie Darko

    Este é um daqueles filmes que se assiste over and over again... putaquilpariu!

    E olha que o-d-e-i-o histórias que vão e voltam no tempo, porque NUNCA fazem sentido. Sim, sou daquelas que resmunga do início ao fim vendo Back to the Future, cortando o barato de todo mundo ao meu redor. Mas no Donnie Darko isso funciona – justamente porque se aceita o fato de algo necessariamente desconexo ligar o "presente", o "futuro" e o "passado", permitindo então uma viagem (falha no espaço-tempo contínuo?) assim. É genial. A cada vez que assisto algo diferente me pega de jeito.

    Da primeira vez, foi pra ver (ouvir?) a tão falada trilha sonora. Fiquei embasbacada – e não só pela trilha. A história é FODA. Cult total. O que mais amei foi o coelho, claro (e não é que o ator também fez o meu amado ID4?? Freak! :O)

    Da segunda vez, além de babar com a trilha, fiquei pensando na maluquice desse diretor/roteirista, ao botar não só um coelho nada-a-ver, com toda aquela história FODA, como também o Patrick Swayze! Meu, o PATRICK SWAYZE! Caraca! O Patrick Swayze é aaaalgoooo nesse filme!

    Da terceira vez, com o VHS em mãos (comprei num saldão de locadora), além da trilha, do coelho e do Patrick Swayze, e da história FOOOODA, claro, parei na possibilidade (frustrante!) do coelho ser alucinação de um esquizofrênico paranóico – o que pra mim, anteriormente, nunca sequer foi cogitado. Veja bem, pra mim Donnie Darko é sci-fi dos bons. E, portanto, o time-travel é só um gancho, o fato de ter acontecido ou não é irrelevante. É tudo um pretexto pra se contar uma história FODA. Considerei a hipótese por dois segundos e depois: "Naaahhh... o enredo é engenhoso demais pra ser reduzido a isso".

    Agora, na quarta vez, vendo o DVD e babando com trilha, coelho, Swayze e teorias sobre alucinação-ou-não, parei tudo nos professores (Drew Barrymore e Noah Wyle). O diálogo dele com o Noah Wyle, especialmente, me deixou arrepiada. A questão filosófica-existencial-metafísica-religiosa que é levantada ali é uma discussão sem fim... o nosso "suposto" livre-arbítrio... na verdade é uma ilusão... o fluido que sai das pessoas... é o nosso comportamento predeterminado... nosso "destino"... ixe! Poderia ficar aqui a noite inteira teorizando, pois eu tendo a crer nisso, que nossas escolhas não são bem "nossas" escolhas – e que basta um portal para teoricamente viajarmos no tempo e no espaço (donde se conclui que nada do que a gente faz pode ser tão randômico assim)... enfim! Há mistérios no mundo e na nossa 'psique' que são inexplicáveis, mas que o filme aborda de um jeito absolutamente intrigante. E FODA.

    Por conta disso, a cena final é descaralhante também. Todos acordando, meio sem saber direito o que houve, mas ao mesmo tempo tendo aquela sensação estraaaanha de déjà vu. Ca-ra-lho. Muito, muito, muito foda.

    Humm, quero ver de novo.

    5/12/2007

    Homem-Aranha 3 (Spider Man 3)

    Aiaiaaaai...

    Pois é, achei fraco. Fraco, fraco fraaaaco!

    AINDA MAIS DEPOIS DA EXISTÊNCIA DO EPISÓDIO III!!!!! (Star Wars, dã ….. *my nerd mode is ALWAYS on*) PFFFFFFFFFF!!!!!

    Como é que eu vou crer num super-herói que vira malvadinho assim, do nada, porque uma gosma-preta-arquivo-X-ridícula encravou nele?!? C'MON!!!! E que papinho é esse de "temos sempre uma escolha"??? O DARTH VADER NÃO TEVE UMA ESCOLHA!!!!!!!!!! *tsc* (assista à saga e depois a gente conversa, Peter! :P)

    São váááários os problemas:

    • As cenas de ação são tão, ahn, frenéticas que você simplesmente não entende nada do que acontece, pois os efeitos vertiginosos passam zero de emoção/interesse no espectador. Serve para aquelas horas em que você tem que olhar para o saco de pipoca, manja?
    • Clichês, clichês, clichês. Este filme abusou... perseguição entre prédios colados uns nos outros; funeral com chuva; a multidão em êxtase na cena final de ação; as cenas inacreditavelmente fake do âncora de telejornal narrando as estripulias dos vilões (e, claro, explicando tudo direitinho para as crianças de 6 anos de idade que porventura estão no cinema) – esta última, coisa de filme B, fala sério!!!!
    • A bandeira dos EUA surgiu absolutamente DO NADA, pegou mal. Todo mundo da minha sessão deu um grito na hora. Olha, sou TOTALMENTE pró-yankees, adoro uma bandeirinha flamejante em filmes de Hollywood (ID4 é F-O-D-A!!!!!), mas existem 145923 maneiras diferentes de se fazer isso sem forçar a barra.
    • Perdeu-se muito tempo com o Peter Parker tirando onda de marrento no filme. Chegou num ponto em que o povo todo do cinema já abria o celular para consultar as horas. Tedioso.
    • Mais uma vez, insisto na tecla "vilões fracos". Poooorraaaaaa! Todos eles são vítimas da humanidade?? Tsc!!!
    • Mary Jane continua aquela chatonilda, mas vou livrar a cara dela dessa vez porque o Peter Parker conseguiu bater recordes em alguns momentos!

    Mas ok, ok, o filme teve seus momentos...

    • Thomas Haden Church é FODA. Perfeito de Homem Areia. Quem criou seu figurino, aliás, está de parabéns. Adorei, totalmente HQ!
    • Falando em figurino, outra pérola: Peter Parker, no seu momento nerd-bonzinho, se vestiu TAL E QUAL O BILL GATES!!! Fooooooooodaaaaaa!!!!!
    • O chefe do jornal. Comigo ele ganha todas, é o meu personagem favorito da série, disparado!!
    • A expressão "Duende Júnior", dita pelo Parker mau. Hahahahahaha!
    • O Harry/Duende Júnior teve uma participação digna, apesar daquele eterno nhém-nhém-nhém entre ele, Peter e M.J.

    Ahh, e não posso deixar de citar o efeito mais cool do filme!!!!! O conseqüência mais CHOCANTE da tal gosma preta é no penteado do Peter Parker!!! Quando ele fica malvado a temida franja-emo ataca!!!! Quaaaaquaquaquaaaaá!

    4/21/2007

    O Sol de Cada Manhã (The Weather Man) ou: o fator Nicolas Cage

    Mais um filme esquisito pra minha coleção, putzgrila.

    (Bom, também não sei por que diabos ainda insisto no Nicolas Cage.)

    O fato é: o Nicolas Cage me intriga. Ele é tão não-ator que chega a ser bom! Sério!!! Aquela eteeeerna cara de pastel / bico sério é capaz de se encaixar bem em 75% dos filmes que eu vi com ele. Assustador. Vejamos:

     

    • Começando pelo meu favorito, Con Air: Aquela cara paradona serve para mostrar como ele (o personagem!) tenta manter a calma num avião cheio de prisioneiros sinistros.
    • Mais um filme em que ele salva o dia (e que é FODA!) é Oito Milímetros (8MM). Lá está ele novamente tentando manter a calma enquanto cata os freaks que fizeram um snuff film. Yep, e com a mesma expressão no rosto...
    • Outro que eu adoro, 60 Segundos (Gone in Sixty Seconds), tem ele com essa mesmíssima cara-pastel, que dessa vez serve ao ex-ladrão de carros que precisa dar um último golpe para salvar o irmão.
    • Mais um filme que não seria o mesmo sem ele: Arizona Nunca Mais (Raising Arizona). Como é típico dos Coen, a história é aquela maluquice. E para crer naquilo, só mesmo a cara abestalhada (e o sotaqueeee!) do Nicolas Cage. Gênios. Os Coen e o Cage.
    • Não posso me esquecer de falar do incrível A Outra Face (Face/Off)!!!! Não sei o que é mais SENSACIONAL aqui: se o Nicolas Cage interpretando o Travolta com a cara do Nicolas Cage ou o Travolta interpretando o Nicolas Cage com cara do Travolta!!!!!!!!

    Pausa: notou que a única coisa que muda nos filmes citados é o cabelo? Ok, continuando:

     

    • Em Vivendo no Limite (Bringing Out The Dead) eu acho que ele chega ao seu ápice: o personagem é praticamente um zumbi; quem mais perfeito para interpretá-lo, c'mon? E você sabe... quem é que SEMPRE arranca o melhor de um ator, hein hein hein?? Scorseseeeee ;)
    • Em Senhor das Armas (Lord of War) ele se mexe mais, mas a cara passiva é a mesma; seja no trato com a família, seja com os assassinos. E o filme é genial, aliás.
    • Em Adaptação (Adaptation), não só ele consegue replicar sua cara no personagem angustiado e com bloqueio criativo, como ele INTERPRETA O GÊMEO. Putamerda, tem noção do que são DOIS Nicolas Cage num filme e ele (o filmeeee!) ainda ser maneiro???
    • Mais um onde o seu rosto "super expressivo" ajuda: Códigos de Guerra (Windtallkers). Ele tem que proteger o soldado índio a todo custo. Sim, o rosto super expressivo complementa o personagem, suuuuper expressivo. Ahã.
    • Naquele A Lenda do Tesouro Perdido (National Treasure) também funciona: ele está "angustiado" atrás de um tesouro, pô!!

    Nesse ponto você começa a desconfiar: ê-ê, será o Nicolas Cage algum tipo de gênio na hora de escolher os papéis? Humm, talvez, mas às vezes justamente o que mais ilumina um filme com ele (suas ""expressões"" e seu ""acting"") é que pode estragar tudo! Let's see...

     

    • Despedida em Las Vegas (Leaving Las Vegas) é das maiores chatices do cinema – e a culpa é TODA daquela cara que ele faz o tempo inteirooooo!!!! (tenho a teoria de que só os homens captam esse filme)
    • Idem com Cidade dos Anjos (City of Angels). Tudo bem que a Meg Ryan açucarou a porcaria do remake, mas compare aquela cara dele de anjo depressivo com aquele anjo do original! Sem comentários! Neguinho saía aos prantos do cinema, por que será?!?
    • Em Olhos de Serpente (Snake Eyes) eu simplesmente VOEI o filme inteiro por causa daquela cara blank dele. Vai ver era isso mesmo que o de Palma queria, mas eu fiquei o tempo inteiro olhando o relógio e pensando: "tá, e daí? Tá, e daí?" Pff!
    • Gente, o que é Feitiço da Lua (Moonstruck)?? Alguém aí compra o "charme paradão" dele fazendo par FREAK com a Cher? Não dá, né!!!!

    Aí, para tentar se livrar dessa "cara", ele topa fazer a mula-sem-cabeça Ghost Rider no cinema. Não assisti (pô, um filme do Nicolas Cage SEM A CARA DO NICOLAS CAGE?? Que sentido tem isso??), então ainda não posso teorizar sobre a capacidade do CGI ter emulado a pastelzice dele.

    Mas o que eu queria provar com essa digressão toda sobre o ator que mais me perturba (no sentido de que sua presença pode salvar ou destruir um filme na mesma proporção, e eu fico tão curiosa com isso que acabo assistindo) é o seguinte: O Sol de Cada Manhã (The Weather Man) parece ter sido um filme escrito para ele. E pra ele.

    Imagino o roteirista com a missão de escrever uma história cuja estrela obrigatoriamente tem que ser o Nicolas Cage. O que acontece, invariavelmente?

    1. Todos os demais personagens são esquecidos e apagados, cuja presença faz até algum sentido para contextualizar, mas no fim das contas não importa muito pra história (não estou necessariamente reclamando).
    2. O personagem principal (interpretado por Cage, claro) tem que ser, nesta ordem: desorientado, angustiado, reprimido, inferiorizado. E isso tudo aparece perfeitamente naquele bico-pastel, óbvio. Perfeito. Mais ninguém consegue fazer essa cara.
    3. E que pessoa pode ter a vida tão meaningless assim? Qual profissão faria o personagem de Nicolas Cage ficar cheio de nóias e vazio de perspectivas? Hum... isso deve ter surgido num daqueles momentos de branco total, onde o roteirista está zapeando a TV e... BUM! O Weather Man, CLARO! O cara que apresenta o tempo não é bom o suficiente para ser o apresentador principal do jornal; não tem a capacidade de fazer reportagens como o correspondente; e, pior, não necessariamente é meteorologista!! É uma profissão-chutômetro. Você está ali, diante de uma tela verde, apontando para o nada e só dando nada mais que meros palpites. E quem se importa, afinal? Como aparece no The Sims 2 Quatro Estações, "minha profissão é falar sobre o que você pode ver da sua janela". As frases-"crise" que o personagem fala são geniais, mas só se saem da boca de... Nicolas Cage, claro.

    Agora, vamos ao fator 'esquisito' de que falei lá no início. São várias as coisas intrigantes nesse filme (e não estou incluindo aqui o seu título em português):

    1. Pra começar, o fato recorrente das pessoas ATIRAREM coisas em cima do Nicolas Cage. Tudo quanto é fast food é jogada nele, muito bizarro. Mais bizarro ainda é isso tomar uma parte considerável da história.
    2. Há uma cena dele na rua, onde "ouvimos" o seu pensamento, que é simplesmente o máximo. E isso é totalmente freak porque a cena em si é boba; mas com aquela narração em off que ninguém esperava.......... foda. Adorei.
    3. Na sinopse consta como drama, mas eu me peguei dando algumas risadas das estranhices do personagem e das situações. Só o Nicolas Cage mesmo!
    4. O filme caminha modorrento, assim como o seu personagem principal; contudo, não perde o ritmo e não enche o saco. EU NÃO DORMI, e olha que depois das 22hs de uma sexta-feira é a coisa mais fácil do mundo eu chapar vendo HBO ou Telecine. Sem contar que são quase 2 da manhã e eu estou aqui digitando sobre ambos (o filme e o Nicolas Cage).

    Matei a charada: The Weather Man é igual seu personagem – segue uma história (a dele próprio), sem saber muito bem aonde vai chegar, e muito menos se vai dar certo. Mas não é que funcionou e me deixou intrigada até agora?? Weeeeird...!

    4/14/2007

    Dois Dias (Two Days)

    Que filme estraaaanho...

    Ok, minto: não é tão "estranho" assim: a narrativa é linear, a história é clara como água (ator pretende se matar e resolve filmar os últimos dois dias de vida), não tem nada complicadinho no filme. "Estranho" é o que eu sinto sobre o filme agora.

    É que eu encrenquei com o final. Sei lá. Não sei como classificar esse filme, pois até os últimos 30 segundos eu estava gostando! Aí de repente, a última frase vem e PUF!, quebra todo o (meu) clima.

    Começa legal, com um tom meio freak e esquisitão, com alguns momentos esquizofrênicos de alteração de humor (drama vira comédia que vira drama de novo que vira algo tenso, que vira suspense, que vira agoniiiiiiia no momento-clímax - uma das cenas mais SINISTRAS que eu já vi).

    O filme te prende porque fica todo mundo quicando pra saber se o cara realmente vai fazer o que alardeou - inclusive a equipe que o acompanha. Uns querem impedi-lo a todo custo, outros pulam fora...

    Enfim, o problema é que no final rola uma certa frustração, parece que faltou coragem ali para fechar a história de forma convincente. O final é praticamente jogado no teu colo. É como se o diretor tivesse esticado o roteiro até onde pôde, antes de ficar sem idéia.

    E não estou fazendo spoiler não! Independentemente do fim do personagem (se ele se mata ou não; se ele desiste da idéia ou não), a história tem que te passar credulidade. Você tem que acreditar na situação, tem que se convencer de que aquilo tudo se justifica e faz sentido no final das contas. E não foi o caso aqui.

    Pode ser que diretor e roteirista quisessem mesmo deixar algo "no ar" e por isso acabaram o fime assim - só que não deu certo; ficou chocho.

    Isso porque o início e o meio foram muito bons. Aí vem o final 'mais-ou-menos' e joga tudo pro alto? Desapontou! Podia ter sido MUITO melhor...

    12/29/2006

    Por um Triz (Out Of Time)


    Caraaaaaaaaca, adorei! Mesmo que, aos 40 minutos de filme, eu já tenha adivinhado tudo - aliás, o filme nem é sobre 'adivinhar'; é sobre ver como o Denzel Washington vai se safar de um tremeeeendo rabo preso!

    A-do-rei! Mesmo que a mensagem no final do filme tenha sido "não seja infiel, pois ficará preso numa teia de mentiras" - quem se importa quando você simplesmente quica do início ao fim?

    Mesmo que seja conversa da carochinha a parada do celular do Denzel (todo mundo da delegacia ligando pra ele, mas ninguém sabe o número de cor? Me poupem!), ou que as coisas beirem perigosamente o improvável (as cenas no hotel), ou que a atriz que faz a amante dele seja péssima, ou que certas cenas "prestem atenção neste detalhe que será fundamental no fim da trama" sejam meeegabásicas...

    Não interessa: A HISTÓRIA CONTADA É BOA. A premissa é boa, o suspense é bom, o roteiro é amarradinho. E quando a história é boa - e ainda por cima traz o Denzel Washington!! - fica difícil um filme sair ruim.

    Adorei!
    11/11/2006

    Os Infiltrados (The Departed)

     
    SENSACIONAL. SENSACIONAL. SENSACIONAL.
     
    Não consigo falar outra coisa desde que saí do cinema: S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L.
     
    Este filme já voou pro meu Top 3 dos melhores filmes do meu diretor favorito – FATO.
     
    Ao mesmo tempo em que ele volta a um ambiente “familiar” (crimes, gangues e muito, muito sangue), Os Infiltrados é absolutamente diferente de filmes como Os Bons Companheiros ou Cassino.
     
    Estamos diante de um filme com um roteiro primoroso; com atores que, pelo nome e background, te deixariam arrepiado de medo de um fiasco (Matt Damon, Leonardo di Caprio, Alec Baldwin, Mark Wahlberg) mas que na mão de um diretor como Scorsese se transformaram da água para o vinho.
     
    • Pra começar, esta é a primeira vez que posso falar que Leonardo di Caprio me convenceu de que NÃO é mais um adolescente com carinha de bebê. A mutação é assustadora, me lembrou muito o (pasmem!) De Niro.
    • Matt Damon é outro que sempre foi inexpressivo, com aquela cara de movie star entediado passeando pelas cenas de seus filmes. Mas aqui, não. Scorsese definitivamente fez milagre!
    • Alec Baldwin está simplesmente PERFEITO. Acho que uma atuação dele assim nunca mais se repete na vida.
    • Por fim, Mark Wahlberg. Meudeus, como ele está irreconhecível.
    Quanto ao filme em si, é muito difícil falar alguma coisa mais “aprofundada” sem entregar o ouro. E, c’mon, filme assim, de gato-e-rato, é bom de ver só sabendo o básico! Portanto vou me limitar a concordar com o crítico de cinema da Folha, que apontou o telefone celular como elemento fundamental da trama.
     
    A importância que esse aparelhinho (agora banal) tem causa uma tensão permanente, tanto nos personagens principais quanto em nós, espectadores. E é maravilhoso, maravilhoso, o jeito como Scorsese põe isso na tela. A luz, os closes, a forma como a história toda é narrada. E o celular ali, sempre prestes a tocar. É coisa de gênio, de quem parece que faz isso com o pé nas costas e de olhos vendados. FODA!
     
    Você passa o filme inteiro (duas horas e meia!) grudado na cadeira, *não dá* para piscar. Não só porque contém desconfianças que crescem ao longo da história (da polícia dentro da polícia, dos bandidos com eles mesmos), mas porque você fica o tempo inteiro com a sensação de que tudo pode mudar a qualquer momento.
     
    E vou te falar... as reviravoltas do roteiro me pegaram!!!! Meu queixo caiu, no mínimo, umas três vezes!!!!
     
    É emocionante “ver” Scorsese em ação e deliciosamente à vontade. Filme do ano!
    9/20/2006

    Colateral (Collateral)

     
    Esse é um filme que engana. "Tricky", digamos.

    Você vai assistindo, ficando intrigado com a beleza das cenas (as luzes da cidade, os prédios todos iluminados etc etc.), quicando com a premissa - o matador que resolve pegar um táxi para "trabalhar" -, querendo saber o porquê do título, e vendo até onde aquilo vai chegar.
     
    Aí você segue até o final sem dormir, engole as situações inverossímeis ao longo das duas horas, para ver uma das coisas mais ridículas e clichês do universo: O MOCINHO TENDO QUE SALVAR A MOCINHA NO FINAL!
     
    Ah, pelamordedeus né!!!!! Me poupem!!!!!!!

     Só valeu por duas coisas: a cena teeeensa com o policial Mark Ruffalo na saída da boate, e a própria seqüência *dentro* da boate, uma agonia só mas com uma música deliciooooosa tocando sem parar ("Ready Steady Go", Oakenfold)!!

    9/7/2006

    Be Cool - O Outro Nome do Jogo (Be Cool)

     
    (Claro que só vi esse filme porque tinha o The Rock. Claro que só sentei aqui em frente ao micro para falar dele. E *claro* que ele roubou o show!)

    Este filme é uma porcaria. Não vi o Get Shorty, mas esse Be Cool é o lixo do lixo - especialmente no que diz respeito ao roteiro (ou a falta de um né, fala sério).

    A história não tem pé nem cabeça; Aerosmith fazendo dueto com uma novatinha r&b em "Cryin'" só nos meus maiores pesadelos, né - please!; Vince Vaughn me irritou tremendamente com aquele jeito de falar (ficou péssimo nele! Nada a ver!); John Travolta parecia estar no piloto automático; e ele e Uma Thurman devem ter protagonizado a cena de dança mais chata *ever* da história do cinema.

    O problema de Be Cool é o amontoado de situações "engraçadinhas" que, reunidas, não conseguem formar nem de longe uma noção de longa-metragem. São várias as gracinhas: a primeira cena do Cedric the Entertainer e sua gangue; o diálogo inicial esculhambando seqüências de filmes; e basicamente todas as cenas do The Rock, claro ;)

    Aaaahhh, e o The Rock!!!!!!!! O que falar do The Rock, meudeus!?!?

    O The Rock se esforçando para parecer um desajeitado na hora de socar os inimigos é de passar maaaal de rir! Sem contar que ele interpretou um afeminado da forma mais genial que eu já vi!!!! E A DANCINHA FINAL DELE NO PALCO DO VMA's????? O QUE FOI AQUILOOOOO? *UHH* Foooooooooooooooooooooodaaaaaaa! Foooda foooooda foooodaaaaaaa!!!!! Fiquei ainda mais fã desse hômi, aiai! (como se isso fosse possível... *The Rock! The Rock! The Rock!* :P)

    Mas tirando o The Rock (gênio, gênio!!), o Cedric (com aquela cara séria hilááária que ele faz) e as piadinhas (raras), só sobra um amontoado de baboseiras que, no final, parece servir apenas como "explicação" para o discurso de artistas que citam aqueles nomes todos de produtores musicais e terminam com o básico "que acreditou em mim desde o início".
    Ou seja, ridículo. Quem se importa??

    Digo e repito: Nesse filme só deu The Rock! Uhúúúú! Ele é fooooooooda!
    8/9/2006

    Cão de Briga (Danny the Dog)


    Fato: o Jet Li atingiu seu ápice como ator neste filme, no melhor papel de sua carreira: ELE INTERPRETA UM CÃO.

    Sem sarcasmo, o filme é MUITO legal e eu *adoro* o Jet Li! A premissa é interessantíssima: a possibilidade de criar um ser humano como se fosse um cachorro, com coleira e tudo. E, claro, como se trata de um filme com Jet Li, o cão é criado para lutar, socar e espancar!!!! Muuuuito maneiroooo!

    O sensacional está na atuação do Jet Li - justamente pela sua limitação "dramática". Aquela "cara-de-Jet-Li-num-momento-de-extremo-esforço-para-mostrar-algum-tipo-de-acting", que a gente tanto vê em seus filmes, aqui funciona perfeitamente: ele é um ser confuso, com aquele olhar de cãozinho pidão!!! Ohh, que graça!!

    Por isso o filme assusta: na persona de Jet Li, você fica 100% crédulo de que aquilo é possível, alguém pode de fato ser criado como um bicho e reagir assim a vida toda!

    É somente graças a ele que o filme vale a pena, pois Bob Hoskins nem aqui nem na China me convence como o malvadão-mafioso que criou Danny como um animal para bater em quem lhe deve dinheiro. Não dá gente! Ele está a cara do Phil Collins nesse filme!!!! Como assim o gênio do pop é um sádico freak?? (e outra coisa: quantos acidentes de carro bizarros esse cara é capaz de sobreviver? Affe!)

    Pois é, com um bandidão gêmeo do baterista do Genesis fica meio difícil de acreditar na história mirabolante por trás do cão-Li. E o roteiro é deficiente em vááários pontos. Quando nosso querido au-au sai de cena, tudo se torna muito monótono. Quando a enteada do Morgan Freeman se interessa pelo Jet Li chega a ser forçado. E falando no mestre Freeman... que cego mais "não-cego", hein?? Não gostei não!

    Senti também falta de mais lutas (pô!! Jet Li, Jet Li!!), perdeu-se tempo demais com enrolações desnecessárias. No fim das contas, Cão de Briga não sabe se quer ser filme de ação, suspense ou drama.

    Porém, o saldo é positivo: como disse, a melhor atuação da vida do Jet Li foi alcançada aqui. E isso vale o filme inteiro. Outro destaque interessante é a descoberta, lá pro final do filme, da razão pela qual Danny sente uma forte atração pelo som do piano (Morgan Freeman é o pianista que o acolhe e o ajuda em sua "transição" de cão para ser humano). Ah, e as (poucas) cenas de luta são demaaaais!

    Eu já vi muita porcaria estrelada pelo Jet Li, me impressionei um bocado com ele em Herói, mas nada barra esse Cão de Briga. Não me canso de repetir: ele nasceu para o papel.
    7/23/2006

    Temida Triagem – DVDs

     
    Pois bem! Sofri fazendo uma seleção de CDs para trazer pra minha casa (já que era impossível trazer tudo de uma vez só). Já com os meus filmes a coisa foi mais tranqüila – afinal tenho 3 vezes menos DVDs que CDs, e música na minha vida ocupa um espaço muito maior que cinema.
     
    Mas mesmo assim fiquei com várias dúvidas e estabeleci certos critérios, claro:
     
    1. Tem que ser filme que eu não canse de ver
    2. Tem que ser DVD, porque estou sem meu VHS aqui
    3. Os boxes do Arquivo X serão os últimos a vir, porque um capítulo final de um ano puxa o inicial do outro ano, e vou ficar maluca querendo assistir tudo de uma vez só
    4. Idem com Star Wars; se eu trouxer tudo, paro de ter uma vida e fico só nerdando
    Sendo assim, os escolhidos foram:
     
    • “Depois de Horas” (After Hours). Meu filme favorito, do meu diretor favorito. Foi a primeira coisa que joguei na sacola. Obrigatório! Arrisco a dizer que até aquele longínquo dia em 1993, quando a TVA tinha acabado de ser instalada lá em casa (lembro até em que canal foi: Showtime!!!), eu não dava a menor bola para cinema. Ali eu me apaixonei na hora. Que maravilha. Que história surreal. Tudo se passa mesmo numa única noite? Que maluquice. Que idéia! Que ator freak; parece alguém que eu conheço (ooops, nevermind that part...). Passaram uns 10 anos até conseguir ver outra reprise dele na TV, e eu não havia esquecido nenhum detalhe. (E, sim, só conheço Cheech & Chong por causa desse filme!)
    • “Independence Day” (ID4).  Amo. Amo amo amo amo, já vi mais de 15 vezes, sei quase todas as falas de cor (sério!), e não há qualquer explicação lógica para isso a não ser o fato de que acredito piamente naquilo: se algum dia aliens invadirem o planeta, só mesmo um presidente dos EUA pra nos salvar! E que seja galã que nem o Bill Pullman!! :P
    • “Twister” (Twister). Sou LOUCA por esse filme. Também já vi trilhões de vezes, e em cada uma delas eu quico no sofá de empolgação. Eu tenho uma fixação meio ‘freak’ com tornados e furacões, não sei nem explicar. Como diz minha mãe, sempre adorei “um vento”. Mas o fato é que nada disso importa quando uma vaca voa pela tela. FODA!!!!!!
    • “O Dia Depois de Amanhã” (The Day After Tomorrow). See the pattern? Pois é, mais um filme-desastre. Não canso de ver e rever. Foda! Tirando a presença ridícula dos lobos, é um filme impecável! E me impressiona tanto que toda vez que o assisto preciso estar cercada de casacos e cobertores! Brrrrr!!!! Ah, e tem o Donnie Darko, tchu-tchu! ;)
    •  “Os Irmãos Cara-de-Pau” (The Blues Brothers). Impossível ficar longe desse DVD. Acho que foi um dos primeiros que comprei (o nº 1 foi ID4, claro! :P), e desde então não me separo dessa maravilha! O engraçado é que não conheci o filme nas clássicas sessões da tarde – afinal com um título imbecil desse em português, NUNCA que eu ia me interessar né... o bicho pegou quando surgiu a TV a cabo e as sinopses da revista mensal! Pronto! Numa madrugada dessas, em 10 minutos o John Belushi me conquistou! (O Dan Aykroyd não precisou de muito esforço, sou fã do cara) E ainda tem James Brown, a Aretha Franklin na cena cláááássica da lanchonete (amo!), o Ray Charles... putz, maravilhoso! E os highlights não param por aí... tem o “Rawhide”; a perseguição sen-sa-cio-nal de carros no final; a CARRIE FISHER E SEU MAÇARICO FODÃO... Nossa, se eu continuar narro o filme inteiro!!!
    • “Quanto Mais Idiota Melhor” (Wayne’s World).  Outro clássico SNL. Que aliás tem tudo a ver com Blues Brothers, se você for parar pra pensar... ;P (Inclusive o péssimo título em português!!) Considero este um filme-ritual: todo pré-adolescente TEM que assistir! Viciei minha irmã nele, que nem era nascida na época; mas não tem como resistir ao Wayne! As piadas, as falas, os vários finais, tudo já faz parte do imaginário da minha geração (u-i-ê!) mas que com certeza todo adolescente se identifica. E percebam como ele é o filme-transição PERFEITO daquela época: o hard rock nos dizia tchau para a chegada do grunge... *snif, snif* ... aiai, como NÃO adorá-lo?
    • “Como Enlouquecer seu chefe” (Office Space).  Como fã ardorosa do Dilbert que sou, cultuo loucamente esse filme, claro. Ele é tão definitivo que acho difícil alguém tentar fazer outro filme com o mesmo tema (absurdos de escritório). Como diz a descrição da comunidade da qual faço parte no Orkut, “OfficeSpace is the best documentary ever made.” Destaque para a cena com a máquina de xerox. MUITO BOOOOM!!
    • “Segredos do Poder” (Primary Colors).  John Travolta idêntico ao Bill Clinton. Emma Thompson fazendo uma Hillary quase perfeita. O que mais dizer? Quem gosta de política, bastidores, etc. *tem* que ver, o filme é apaixonante. Só de digitar sobre ele fico arrepiada, estou quase largando tudo aqui para assisti-lo mais uma vez! A cena final, com o encerramento das primárias, é fascinante. As estripulias do JohnTravolta-Clinton são aaaaalgo... e mais... as rasteiras que um candidato é capaz de dar no outro... a cena memorável da Kathy Bates na cozinha... o idealista e seus primeiros contatos com esse mundo... o Billy Bob Thornton, que eu adoro... os segredos do outro candidato... enfim, acho se eu morasse num país sério provavelmente estaria trabalhando com isso, campanhas e tal. MUITO BOM, MUITO BOM!
    • “Três Reis” (Three Kings).   Last, but not least! Um filme improvável, daqueles que você deixa pra assistir no vídeo ou na TV a cabo, para o qual você não dá um centavo furado; filme de guerra que logo no trailer entrega “o ouro” (ou seja: já avisa logo que não vai ser um dramalhão-com-consciência-à-la-oliver-stone) só pode ser algo bizarro, para dizer o mínimo. Eu mesma só fui assisti-lo porque filme de guerra é comigo mesmo, adoro (Pearl Harbor e Saving Private Ryan são honrosas exceções!). Explicando: o que você geralmente imagina em filmes do gênero? Drama, violência, tripas pra fora, mensagens como “a barbárie que podíamos ter evitado”, mocinhos-Charlie-Sheen, etc etc. Mas não; aqui a gente tem soldados dançando ao som de rap, 4 deles atrás do ouro do Saddam, várias gargalhadas ao longo da história, uma sacaneada espertíssima na Christiane Amampour (fooooda!); PORÉÉÉM.... esse filme me virou do avesso. Completamente. Nem sei explicar. Quando você mal espera, bum!, dá aquele nó na garganta! Mas é uma sensação diferente dos outros filmes de guerra: “Três Reis” mostra uma visão cínica, você ri em vários momentos, percebe a sátira do cineasta, mas no meio dessa correria toda você capta a mensagem do filme e ainda é presenteado com um final que é de cortar o (meu) coração, ao som de “In God’s Country” do U2 – no primeiro acorde, lá estou eu sempre aos prantos, não tem jeito! Rio e choro, rio e choro... mas sempre termino com um suspiro feliz, quase catártico. Este é um filme que mexe comigo da mesma forma que, ahn, sei lá, “Ghost” mexe com a mulherada.
     
    Falando em Ghost, acabei de me tocar que minhas comédias românticas ficaram todas no Rio!!!! Não trouxe umazinha só, que coisa! (e não estou sentindo a menor falta...)